Para uma certa moça...
E gostaria de lhe informar que eu gostaria de pendura-los um por um na porta, todos os anos - com você.
por remetente.
Para meu revisor...
É apenas mais uma enganação;
Ele é um corpo que resolveu ficar num lugar;
Aonde nenhum outro corpo jamais esteve;
E é ai que eu o ganhei, na sua ingenuidade;
Aonde nenhuma outra mão jamais esteve;
Eu acabei o tocando.
Eu sei que por onde minhas mãos passaram;
Outras irão passar;
E na verdade, se não existissem outras mãos;
A minha seria extremamente importante para ti;
E você não seria tão etéreo assim.
Você não precisaria se humilhar diante da tecnologia;
As circunstâncias em que você apareceria para mim;
Seriam as mais dignas.
Mas na verdade, eu gostaria de falar com meu revisor sobre outro assunto;
É que na verdade não era "etéreo" que era para ser colocado no meu texto;
E sim eterno.
Mas creio que tanto faz no final das contas.
É tudo aceitavel.
E tanto o etéreo como o eterno, ambos irão passar
Por alguns olhos incautos.
É aceitavel.
por remetente.
Para minha motorista...

Eu fui seu ultimo passageiro.
Eu agora sou aquele que entra no carro vazio e gasta todo o dinheiro que tem apenas pelo prazer de viajar pela estrada. Eu sou aquele que nunca aprendeu alemão, nunca visitou a Bulgária, nunca subiu num prédio com mais de quarenta andares, mas eu estou aqui nesse carro, e no momento somos só eu e você. Eu lhe peço - com meu olho escorrendo um por favor pelo canto esquerdo. "É tudo o que eu tenho, mas vamos embora daqui, vamos para outra cidade, veja, é o que resta que eu achei" u te digo enquanto tiro uns trocados amassados do bolso junto com três ou quatro moedas. "Essa cidade é grande demais para nós, precisamos de algo menor, que nos esquente mais".
E passamos por estradas, inventamos canções apenas para nos entre-olharmos de vez em quando, enquanto a linha parece ser demasiado reta e sonifera. De vez em quando passaremos por uma placa, e daremos pulos altos apenas para muda-la de direção, apenas para ter certeza que nunca nos sigam. E os motoristas que vierem atrás, provavelmente vão chegar no seu destino de qualquer maneira.
Mas não serão tão felizes quanto nós, em nosso lugar pequeno e sagrado.
E no nosso destino, naquela cidade tão pequena, tão cheia de cavalos, carroças e passos largos, nós nos abraçaremos dentro do carro, minha motorista, e todas as pessoas ao redor irão nos olhar com estranheza, deixando os passos mais curtos, afundando os pés dentro das meias e se perguntando porque aquele enorme carro preto, cheio de terra, solitário, tão cheio de aço e com uma placa que diz que vem de São Paulo, está fazendo ali?
Importa pra eles?
Importa?
Eu agora sou aquele que entra no carro vazio e gasta todo o dinheiro que tem apenas pelo prazer de viajar pela estrada. Eu sou aquele que nunca aprendeu alemão, nunca visitou a Bulgária, nunca subiu num prédio com mais de quarenta andares, mas eu estou aqui nesse carro, e no momento somos só eu e você. Eu lhe peço - com meu olho escorrendo um por favor pelo canto esquerdo. "É tudo o que eu tenho, mas vamos embora daqui, vamos para outra cidade, veja, é o que resta que eu achei" u te digo enquanto tiro uns trocados amassados do bolso junto com três ou quatro moedas. "Essa cidade é grande demais para nós, precisamos de algo menor, que nos esquente mais".
E passamos por estradas, inventamos canções apenas para nos entre-olharmos de vez em quando, enquanto a linha parece ser demasiado reta e sonifera. De vez em quando passaremos por uma placa, e daremos pulos altos apenas para muda-la de direção, apenas para ter certeza que nunca nos sigam. E os motoristas que vierem atrás, provavelmente vão chegar no seu destino de qualquer maneira.
Mas não serão tão felizes quanto nós, em nosso lugar pequeno e sagrado.
E no nosso destino, naquela cidade tão pequena, tão cheia de cavalos, carroças e passos largos, nós nos abraçaremos dentro do carro, minha motorista, e todas as pessoas ao redor irão nos olhar com estranheza, deixando os passos mais curtos, afundando os pés dentro das meias e se perguntando porque aquele enorme carro preto, cheio de terra, solitário, tão cheio de aço e com uma placa que diz que vem de São Paulo, está fazendo ali?
Importa pra eles?
Importa?
por remetente.